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Bem Vindo

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

As pessoas mais difíceis de converter. Seria você uma delas?

Esta matéria é sobre um tipo difícil de converter, que acha que conhece a Cristo, que já vive o Evangelho e que já está bom o suficiente para ir para o Céu. Seria você, por acaso, uma dessas pessoas?


As pessoas mais difíceis de converter não são os que estão no mundo, mas os próprios católicos.
Ninguém se escandalize com isso, porque essa situação já foi denunciada várias vezes por pregadores de outros séculos. O pe. António Vieira, por exemplo, dizia que, "antigamente, batizavam-se os que eram convertidos; hoje, é preciso converter os que são batizados". Se a situação era assim no seu tempo, o século XVII, quanto mais em nossa época, em que a TV, a Internet e os meios de comunicação de uma forma geral são os maiores responsáveis por "formar" (ou deformar) as mentes das pessoas! Nunca foi tão fácil ser mundano, render-se aos encantamentos do mundo e esquecer-se de Deus, de nossa alma e das verdades eternas!
No entanto, este que é um verdadeiro drama — o de perder a Deus pelo pecado e deixar escapar pelas mãos a própria salvação — só é vivido verdadeiramente por quem tem féAqueles que não a têm já estão entregues, rendidos, derrotados. E é deles principalmente que falamos quando nos referimos às pessoas mais difíceis de converter. É a católicos sem fé que queremos atingir com estas linhas.
Cumpre dizer, antes de mais nada, que não queremos pintar um quadro horrendo para os outros, enquanto mascaramos a nossa própria condição. Nossa santificação, o trabalho de nossa conversão, não é, evidentemente, obra de um dia ou de uma semana. Nós, que caminhamos por este vale de lágrimas, devemos estar sempre conscientes de que a presença da Santíssima Trindade em nós, pela graça, vai encerrada "em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós" (2Cor 4, 7). Não é nossa pretensão criar uma "casta" de iluminados dentro da Igreja, nem instituir algum tipo de "alfândega" para limitar as pessoas que atravessam a soleira de nossos templos. Essa exortação é mais um "convite à penitência comum", pois é assim que deve ser a correção fraterna feita a pecadores por… pecadores [1]. Em outras palavras, Cristo veio ao mundo para salvar os delinquentes e nós somos os primeiros deles (cf. 1Tm 1, 15)!
Partamos, porém, sem mais delongas, a uma breve descrição de como vive a maior parte de nossos autodenominados católicos.
Crêem eles, porventura? Talvez nos artigos do Creio, se tomados de modo simples; desdobrado o conteúdo que ali se encontra, certamente encontraremos muitos negando, por exemplo, a existência dos demônios ou da condenação eterna. Eles certamente não se negarão a repetir os artigos do Creio, um por um, quando se levantarem no domingo, durante a Missa, para rezá-lo; mas é que eles vão à Missa com tanta irregularidade, que muitas vezes sequer se dão conta de que estão tropeçando em uma e outra parte da oração.
Mas o que acontece quando alguém lhe mostra que faltar à Missa aos domingos é pecado mortal? E que é preciso confessar-se, portanto, antes de aproximar-se novamente da Sagrada Comunhão? Neste momento, o tipo a que nos referimos imediatamente desconversa, dá de ombros, tenta dizer alguma coisa para se desculpar e leva a sua vida do mesmo jeito, como se nada estivesse acontecendo. No próximo domingo em que for à Missa, talvez daí a um mês — ou mesmo durante a semana, quando sentir vontade —, ele entrará tranquilamente na procissão para receber Jesus Eucarístico, sem nenhum escrúpulo ou remorso de consciência.
Esse exemplo é ainda muito simples, porque faz referência apenas ao preceito dominical. Se fosse tratado, no entanto, o problema do sexto mandamento, certamente a resistência seria ainda maior. Onde já se viu não poder comungar, por exemplo, quem usa anticoncepcionais? Ou quem dorme com o namorado ou a namorada? Ou quem assiste a vídeos pornográficos ou cai no pecado da masturbação? Ou até, e aqui se rasgam definitivamente as vestes, quem consente em maus pensamentos e já pratica o adultério com os outros no coração?
Esse tipo, porém, é empedernido, é teimoso. Quer participar das cerimônias católicas, mas sem levar muito a sério a Igreja da qual diz fazer parte. Quer ser ativo na liturgia, participar das pastorais e dos movimentos, mas isso é o bastante. Ele traça uma linha para demarcar o limite da sua entrega: até aqui eu vou, até aqui eu sou católico, até aqui eu obedeço à Igreja. Ir além — ele já estabeleceu, ex cathedra, em sua mente — é "moralismo", "radicalismo", "extremismo".
Por que é tão difícil mudar a cabeça de pessoas assim, é muitíssimo fácil de perceber. Diferentemente de quem vive no mundo, despreocupado de tudo e desligado de qualquer prática religiosa, esse tipo de católico acha que conhece a Cristo, acha que já vive o Evangelho, acha que já está bom o suficiente para ir para o Céu. Se estivesse fora, assumisse a sua ignorância e entrasse na Igreja com a intenção de aprender e reformar as próprias opiniões, certamente produziria muito mais frutos do que no atual estado em que se acha.
Muito apropriadas nesse sentido são as palavras do bem-aventurado John Henry Newman, durante um discurso a pessoas de várias religiões:
"Ninguém deveria entrar na Igreja sem o firme propósito de aceitar a sua palavra em todas as matérias de doutrina e moral, e isso por ela vir diretamente do Deus da Verdade. Tu deves enfrentar a matéria e calcular os gastos (cf. Lc 14, 28). Se não te aproximas com esse espírito, tu sequer deverias aproximar-te: grandes e pequenos, instruídos e ignorantes, todos devem vir para aprender. Se tens essa disposição, dificilmente algo dará errado, pois tens uma boa base; do contrário, se vens com qualquer outra intenção, é melhor que esperes até que te tenhas livrado dela. Tu deves vir à Igreja, eu te digo, para aprender; deves vir, não para trazeres a ela tuas próprias noções, mas com a intenção de ser sempre um aprendiz; deves vir com a intenção de tomá-la como parte de tua herança e de jamais apartar-te dela. Não venhas como para um experimento; não venhas como para arrumar assentos em uma capela, ou bilhetes para uma conferência; vem a ela como para tua casa, para a escola de tua alma, para a Mãe dos Santos e vestíbulo dos céus." [2]
A recomendação que o Cardeal Newman faz em seu discurso é importante porque lembra que existe, na Igreja Católica, uma identidade substancialmente diferente do protestantismo, religião muito comum na Inglaterra de sua época (e, agora, cada vez mais, também no Brasil). Enquanto entre os protestantes cada cristão é, por assim dizer, o seu próprio papa, a única e verdadeira Igreja de Cristo é una. Isso significa que um católico, quando crê, não é no que quer, mas no que recebeu de outrem; quando leva uma vida moral, não é com base em suas próprias ideias, mas nos ensinamentos de uma autoridade; quando reza, não é conforme a sua cabeça, mas de acordo com o modo como Deus mesmo manifestou que quer ser cultuado. Nós não inventamos a nossa própria religião; vivemos (ou melhor, esforçamo-nos por viver) a religião que Deus mesmo instituiu.
Ser católico exige, portanto, em primeiríssimo lugar, uma autêntica mudança de mentalidade. Sem isso, não estaremos seguindo a Igreja, mas tão somente o nosso próprio "eu", como diz Santo Tomás de Aquino:
"É claro que quem adere à doutrina da Igreja como à regra infalível, dá seu assentimento a tudo o que a Igreja ensina. Ao contrário, se do que ela ensina, aceitasse como lhe apraz, umas coisas e não outras, já não aderiria à doutrina da Igreja como regra infalível, mas à própria vontade." [3]
Se a Igreja lhe diz, por exemplo, com a sua autoridade dada pelo próprio Cristo (cf. Mt 16, 18), que tal coisa é pecado, e você, ao invés de acatar, desconversa, diz que "não é bem assim" e tenta se justificar, é muito triste dizê-lo, mas seu catolicismo é superficial, não passa de um verniz, de uma fachada. Você não acredita na Igreja, mas em você mesmo. Sua opinião conta muito mais que a religião a qual você diz seguir. Seria muito mais honesto abandonar de vez essa peça farsesca que você encena e procurar a igreja protestante mais próxima e que mais se adequa aos seus gostos e posições.
Abra os olhos de uma vez por todas, pare de tentar mentir para si mesmo e de ficar se defendendo com insultos. Não chame os outros de "moralistas" só porque não compartilham do "código moral" inventado por você; não chame os outros de "radicais" só porque não são superficiais como você; não chame os outros de "extremistas" só porque você se contenta com uma vida morna e levada de qualquer modo. Converta-se, mude de mentalidade e honre as águas do santo Batismo com que a Igreja o banhou! Foi a ela, afinal, não a você, que Cristo confiou as chaves do Reino dos céus.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Resposta Católica - Contar piadas é pecado?



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Pode parecer surpreendente, mas não só contar piadas não constitui em si pecado algum, como faz parte de uma virtude humana!
Assista a este episódio de "A Resposta Católica", conheça a teologia de Santo Tomás de Aquino sobre os divertimentos e comece 2017 espantando o mau humor!

Pode parecer surpreendente, mas não só contar piadas não constitui em si pecado algum, como faz parte de uma virtude humana, à qual Santo Tomás de Aquino dá o nome de "eutrapelia" (S. Th., II-II, q. 168, a. 2), expressão grega que quer dizer, literalmente, graça, bom humor, divertimento.
O Doutor Angélico reflete sobre essa virtude considerando que a alma, assim como o corpo, precisa de descanso, especialmente após alguma atividade mais trabalhosa. "É necessário buscar o remédio à fadiga da alma nalgum prazer", ele diz, "afrouxando o esforço com que nos entregamos à atividade racional". Esse prazer o ser humano o encontra nos jogos e brincadeiras, com os quais busca "a diversão da alma". Trata-se de práticas necessárias, "de tempos em tempos", para desanuviar a mente, recompor as próprias energias e continuar a séria jornada desta vida rumo à eternidade.
Como todas as virtudes, porém, também esta exige a aplicação de uma reta medida. Quem conta piadas deve tomar, sobretudo, um tríplice cuidado, como orienta ainda o Aquinate. O primeiro deles é o de não se comprazer em "atos ou palavras torpes ou nocivas", maliciosas ou maldosas. Com isso, proíbem-se brincadeiras indecentes, principalmente de matéria sexual, além de zombarias que rebaixam a dignidade humana e incitam o ódio ou o preconceito aos irmãos, pois isso seria pecar contra a benevolência devida ao próximo. Nas palavras do Apóstolo: "Nada de obscenidades, de conversas tolas ou levianas, porque tais coisas não convêm" (Ef 5, 4).
A segunda cautela a tomar diz respeito à "gravidade da alma", que não devemos perder nem quando nos divertimos. "Acautelemo–nos, ao querer dar descanso à alma", adverte neste sentido Santo Ambrósio de Milão, "para não destruirmos totalmente a harmonia, que é um como concerto das boas obras". A eutrapelia não deve ser vivida "entre parênteses", por assim dizer, como se fosse algo desvinculado das demais atividades de nossa existência. Ao contrário, é justamente por sermos filhos de Deus, chamados ao prêmio da bem-aventurança eterna, que podemos alegrar-nos e sorrir. Foi o que fizeram muitos santos e santas da Igreja, em suas passagens por esta terra, deixando entrever com isso a graça e a inocência das crianças, sem as quais o próprio Senhor advertiu que não entraríamos no Reino celeste (cf. Mt 18, 3).
Por fim, é necessário que os divertimentos em que tomamos parte aconteçam sempre nas "circunstâncias devidas", isto é, que aconteçam no tempo e no lugar apropriados, e que sejam feitos com as pessoas certas. Atendo-nos sempre a esses princípios, brincar não só nos será permitido, como fará brilhar em nós "a luz de um espírito virtuoso".


Festa da Apresentação do Senhor


Versão áudio

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 2, 22-40)

Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. Conforme está escrito na lei do Senhor: "Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor".

Foram também oferecer o sacrifício — um par de rolas ou dois pombinhos — como está ordenado na Lei do Senhor. Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor.

Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: "Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel".

O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: "Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma".

Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.

Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.


sábado, 14 de janeiro de 2017

Igreja rabugenta?

No passado, a Igreja era mãe e mestra, e formava sábios e santos. Hoje, para muitas pessoas, ela não passa de uma velha ranzinza e intransigente que só o que sabe fazer é reclamar e condenar os outros.


No passado, a Igreja Católica era mãe e mestra, e formava sábios e santos; hoje, no entanto, para muitas pessoas, ela não passa de uma velha ranzinza e intransigente que só o que sabe fazer é reclamar e condenar os outros.
Mas por que motivo, afinal, a Igreja não é mais vista como antes? Por que agora, aparentemente, ao invés de as pessoas lá fora serem evangelizadas pela pregação cristã, somos nós quem devemos sair a aprender com o mundo? Que ideologia está por trás dessa impressionante mudança de mentalidade que aconteceu especialmente nos últimos 500 anos?
Venha concluir as suas férias em grande estilo, estudando, de 23 a 27 de janeiro, "A Igreja e o mundo moderno"!
Padre Paulo Ricardo revisitará a história e nos ensinará a interpretar, à luz da fé católica, os eventos que têm marcado a memória recente da humanidade. Nosso curso intensivo será transmitido todos os dias, às 9h da noite, e será exclusivo para nossos alunos. 

Não perca mais tempo, faça já a sua inscrição e aventure-se nesta grande jornada!


Sábado da 1.ª Semana do Tempo Comum (I) - A misericórdia divina e a doença do pecado


Versão áudio

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 2, 13-17)

Naquele tempo, Jesus saiu de novo para a beira mar. Toda a multidão ia a seu encontro, e Jesus os ensinava. Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: "Segue-me!" Levi se levantou e o seguiu.

E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam.

Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: "Por que ele come com cobradores de impostos e pecadores?"

Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: "Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores".


Fonte: padrepauloricardo.org
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